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O lugar do negro na sociedade gaúcha

Em tempos de debater sobre representatividade, personalidades negras de diferentes segmentos da sociedade refletem sobre ser, estar e permanecer negro ao Sul do país

Em 21/11/2020 às 01:35h

por Redação JM

O lugar do negro na sociedade gaúcha | Cidade | Jornal Minuano | O jornal que Bagé gosta de ler
Foto: Samuel Oliveira

por Samuel Oliveira

Acadêmico de Jornalismo da Urcamp

O ano de 2020 mostrou que a sociedade caminha de maneira lenta para o que seria uma vida justa e igualitária para todos. Engana-se quem pensa que este fato é exclusividade dos gaúchos, em meio a tantas manifestações do movimento Black LivesMatter - vidas negras importam -, protestos, rodas de conversas e eventos, durante à pandemia, percebe-se que o inimigo não é somente o vírus da Covid-19. Causas sociais, de grupos minoritários, como o racismo e o combate à desigualdade, ganham vez e voz, estampam jornais e até as empresas refletem se de fato a representatividade está em pleno funcionamento.

De acordo com o professor e intelectual negro, Cesar Jacinto, personalidades como a jornalista e âncora do Jornal Hoje, Maria Júlia Coutinho – Maju Coutinho – representam simbolicamente a possibilidade de jovens negros também sentirem que aquele espaço lhes pertence. “A nossa presença nesses espaços de visibilidade, de protagonistas negros, como Maju, inspira jovens negros a acreditarem que também podem ocupar lugares semelhantes na TV brasileira. Esse espelho que, historicamente, estava ausente, o reflexo de imagens que fossem parecidas com as nossas. Achávamos que éramos feios”, explica Jacinto.

A jornalista e influencer à frente do perfil @casadepaete, Marcia Pacheco, relata sobre a importância da representatividade para pessoas negras, principalmente o poder de representar alguém, nesse caso, mulheres negras.  “Por muito tempo não tive consciência da importância da representatividade nesse nicho que trabalho [internet], mas a cada conquista vejo que muitas mulheres que acompanham meu trabalho, não só comemoram junto comigo, mas sentem estas pequenas vitórias como um pouco delas”, afirma a influencer. Atualmente, Márcia aborda questões como moda, cores, maquiagem e autoestima, para mais de 21 mil seguidores. 

A ação de representar uma causa ou alguém começa muito antes de conseguir uma certa influência na internet, com seguidores ou likes, esse processo de reconhecer-se como sujeito de sua própria história, ao ponto de compartilhar com outras pessoas momentos do seu cotidiano, parte do entendimento de que sua vida tem importância, que sua história merece ser contada, em primeira pessoa. “Quando criei meu podcast eu já tinha em mente qual público gostaria de atingir, pessoas que, assim como eu, não se sentiam parte de um lugar. A sensação incômoda de não-pertencimento foi o que me motivou a criar um espaço seguro, onde eu poderia abordar junto com outras pessoas todos os desafios de ser sulista e negra”, afirma a também jornalista Hallana Oliveira, idealizadora do podcast BaahGurix que aborda, juntamente com diversos intelectuais, temas cotidianos, principalmente o feminismo negro. 

Um exercício que demonstra a sensação de “não-pertencimento” descrita por Hallana é observar a sua volta, chamado de técnica do pescoço. Consiste em observar ao redor e contar quantas pessoas negras estão nos espaços que você frequenta - e as perguntas que involuntariamente surgem é: Por que tem espaços onde não enxergamos pessoas negras? Por que as comunidades negras são maiores nos bairros menos abastados da cidade? Quantos chefes negros conheces?

Com relação a ocupar um espaço que não seja o de subalterno e reinvindicar o direito de ser advogada - sendo mulher e negra - Patrícia Alves defende que o meio jurídico ainda tem a questão de gênero e raça muito definida. "Ser mulher e negra neste meio nos faz enfrentar desafios diários, como, por exemplo, ser questionada se realmente sou advogada, tendo minha capacidade intelectual sempre sendo colocada a prova”, comenta. 

Patrícia salienta ainda, a importância de ser uma mulher negra integrante da 1ª Comissão Especial de Igualdade Racial do Estado da OAB. “Quando estamos à frente de uma Comissão, não estamos defendendo os interesses somente dos advogados, mas também de toda a sociedade, Nosso trabalho não se resume à instituição, mas sim em prol da cidadania, de uma forma ampla. Estamos representando e também dizendo ‘que este espaço também é nosso´. E não somente à frente de uma Comissão de Igualdade Racial, mas  também de outras Comissões”, finaliza a advogada.  

 

 

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